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Marcos Roberto Dias

3 filmes para vendedores aprenderem e se inspirarem

Apesar da importância em manter o foco, o nosso cérebro pede pausas, lazer, descontração. Fora isso, a inspiração pode vir de onde menos esperamos. Portanto, se você está buscando filmes para vendedores a fim de melhorar suas habilidades, não se engane pensando que eles precisam ser, necessariamente, sobre vendas.

Na verdade, nossas competências profissionais não funcionam sozinhas. Elas estão associadas a uma série de outros conhecimentos e habilidades, inclusive emocionais, comportamentais e sociais.

Dentre outras formas de expressão, as produções cinematográficas são uma ótima alternativa para desenvolver ou aprimorar habilidades ao mesmo tempo em que descansamos. Quer saber por que?

Por que os filmes são ótimas fontes de aprendizado e inspiração?

Nosso cérebro é uma máquina surpreendente. Conhece aquele ditado que diz que, para achar algo, basta parar de procurar e então você se lembra de onde está? Pois é, nossa cabeça é cheia dessas surpresas.

Os modos de aprendizado e aprimoramento pessoal e profissional estão na lista. Mas, saiba que não se trata de algo sem explicação. No caso do modo com que os filmes nos influenciam, por exemplo, existem estudos que apontam alguns dados interessantes:

  • O processo de aprendizagem a partir da comunicação visual é 60 mil vezes mais rápido;
  • Tendemos a nos lembrar de 80% do que vimos ou fizemos, isto é: quatro vezes mais do que quando lemos;
  • Quando vemos um filme, certas áreas do cérebro são ativadas, fazendo com que a experiência seja tão marcante quanto uma vivência real.

Portanto, ao pensar em filmes para vendedores aprenderem e se inspirarem, lembre-se que os mais variados estilos e temas podem ajudar: tudo depende do seu olhar. Procure ver para além do óbvio e poderá usufruir das mais diversas produções cinematográficas.

Agora que você sabe disso, vamos a algumas dicas?

Dicas de filmes para vendedores aprenderem e se inspirarem

1. O sucesso a qualquer preço

Os anos 90 ainda têm muito a nos ensinar e, melhor ainda se for com grandes estrelas, como: Al Pacino, Alec Baldwin e Kevin Spacey. A partir dessa película, é possível refletir sobre como ambientes tóxicos, nos quais a competitividade é desmedida e as estratégias agressivas, podem ter um efeito nocivo para o sucesso.

2. Cassino

É difícil lidar com mudanças, certo? É mais difícil ainda quando estamos em um lugar confortável, quando conquistamos algo desejado. Aquele medo de perder “a posição”. Pois esse receio é justamente o que pode nos levar à queda. Aproveite um dos clássicos de Martin Scorsese para aprender com um líder da máfia como lidar com mudanças!

3. Joy: O nome do sucesso

Baseado em fatos reais, esse é um filme inspirador para quem tem dificuldades em conciliar a vida pessoal e profissional. A empresária Joy Mangano, interpretada por Jennifer Lawrence, compartilha sua história sobre a árdua trilha para o sucesso, em uma narrativa carregada de motivação e inspiração.

Para além das indicações de filmes para vendedores, é importante ressaltar que, o que mais relevante é como você vive essa experiência. Com a mente aberta, é possível encontrar lições e inspirações onde menos se imagina. Não se prenda a temas previsíveis!

Outra observação interessante é ter em mente que os filmes podem ser ótimos mediadores de relações e diálogos. Quando você tem alguém para conversar sobre o que viu, apreende outras perspectivas, tornando a experiência ainda mais rica e marcante. Compartilhe esse momento com seus colegas!

Você conhece outros filmes para vendedores aprenderem e se inspirarem? Deixe sua sugestão nos comentários!

Entenda o que é e como funciona o contrato de trabalho PJ

A reforma trabalhista trouxe diversas mudanças para a relação entre empresas e empregadores. Dentre elas, o contrato de trabalho PJ é uma das que mais gera dúvidas e, também, algumas polêmicas.

Basicamente, essa modalidade de trabalho nem pode ser chamada de emprego, uma vez que uma pessoa jurídica (PJ) é uma empresa. Portanto, ela não gera vínculo empregatício, mas um outro tipo de contratação.

A seguir vamos explicar melhor como funciona o contrato de trabalho PJ e o que ele traz de mudanças para o trabalhador. Confira!

O que é o contrato de trabalho PJ?

Resumidamente, o contrato de trabalho PJ consiste na contratação de uma empresa por outra empresa. Contudo, atualmente existem modalidades de pessoa jurídica muito simplificadas, que permitem que um indivíduo sozinho tenha um CNPJ, por exemplo, a partir das modalidades MEI ou EIRELI.

Dessa maneira, é facultativo para as empresas contratarem trabalhadores nessa modalidade em lugar da CLT. Obviamente, isso repercute nos direitos do empregado, assim como confere outras obrigações à empresa.

Como funciona o contrato de trabalho PJ?

A primeira informação importante para um trabalhador que está buscando se informar sobre o contrato de trabalho PJ, é que para ele ser contratado nesta modalidade, precisa adquirir um CNPJ e lidar com outras responsabilidades próprias de uma pessoa jurídica.

Por exemplo, ele precisará obter alvará de funcionamento no município (se for o caso), emitir notas fiscais, realizar a inscrição estadual, dentre outras burocracias. Elas variam também de acordo com as modalidades. As principais são:

  • Empresário individual: trabalha por conta própria e é proprietário da empresa;
  • MEI: microempreendedor individual, que opera pelo Simples Nacional e tem receita bruta de no máximo R$ 81.000 reais;
  • EIRELI: empresa com capital integralizado de no mínimo 100 salários mínimos e que só utiliza o patrimônio da empresa para pagar dívidas.

Seja qual for a modalidade do CNPJ do trabalhador, é importante observar o que muda na relação trabalhista, pois em caso de descumprimento por parte da empresa contratante, ela deverá responder por um contrato CLT.

Diferenças fundamentais entre contrato de trabalho PJ e CLT

O contrato de trabalho PJ traz mudanças para a empresa e para o trabalhador. As principais são:

  • A empresa contratante não está condicionada às obrigações presentes na CLT;
  • Os critérios do contrato entre PJs é que determinam questões como pagamento e outras definições da relação de prestação de serviços;
  • A pessoa jurídica contratada tem maior flexibilidade em relação a horários, local de trabalho, valor da prestação de serviços e afins;
  • A empresa contratante não poderá submeter a pessoa jurídica contratada à subordinação, caso contrário, configura vínculo empregatício.

Apesar desses critérios, uma das mudanças trazidas pela reforma trabalhista foi a possibilidade de uma empresa fazer um contrato de trabalho PJ com exclusividade. Isto é, a pessoa jurídica contratada só poderá trabalhar para aquela empresa.

Discute-se que tal concessão traz riscos de prejuízo ao trabalhador, camuflando um possível vínculo empregatício precário. Portanto, é preciso que a pessoa contrata nessa modalidade fique atenta aos aspectos de subordinação, remuneração contínua semelhante a salário e habitualidade (regime de trabalho com periodicidade semelhante ao de um vínculo empregatício comum).

Caso se observe essas questões, o contrato de trabalho PJ pode ser invalidado e reconhecido como vínculo empregatício análogo ao CLT, conferindo ao trabalhador todos os direitos relacionados a esse tipo de contrato.

Você já trabalhou sob um contrato de trabalho PJ? Conte sua experiência nos comentários!

Fique atento às férias vencidas e seus direitos!

Dentre as várias questões que envolvem as férias e os direitos do trabalhador está a situação das férias vencidas. Ela é muito comum e envolve uma série de particularidades que precisam ser conhecidas pelo empregado, de modo que ele fique atento aos seus direitos.

Como já é de conhecimento geral, as férias remuneradas são garantidas por lei, compreendendo 30 dias que deverão ser concedidos pela empresa por um período de trabalho de 12 meses, chamado de período aquisitivo. Caso essa concessão não ocorra em tempo, é preciso entender o que fazer e é disso que nós vamos falar a seguir.

Quando realmente existem férias vencidas?

Conforme a legislação, após 12 meses de trabalho consecutivos, o empregado terá direito aos 30 dias de férias remuneradas mais 1/3 de adicional. Esse descanso ainda pode ser dividido em 3 períodos, sendo que um deles não pode ser inferior a 14 dias corridos e os demais não poderão ser inferior a 5 dias corridos cada um, em todas as opções deverá haver concordância do empregado. Outra particularidade é a possibilidade de venda de 10 dias de férias.

Para que as férias sejam consideradas regulares, no entanto, elas deverão acontecer até o 23º mês de trabalho consecutivo. Isto é, as férias são consideradas vencidas não imediatamente após o 12º mês trabalhado consecutivamente, mas após o 23º mês.

Quais os direitos do trabalhador em caso de férias vencidas?

A partir do 24º mês de trabalho consecutivo, o empregado está na situação de férias vencidas. Nesse contexto ele ganha alguns direitos sob essa situação ao tirar as férias. Eles são:

— Recebimento do dobro do valor das férias remuneradas, isto é, o dobro do salário;

— Direito ao recebimento do 1/3 adicional sobre o valor das férias vencidas.

Resumidamente, as férias são retiradas e os valores de direito recebidos em dobro quando elas vencem. Ele continuará com a opção de vender até 10 dias de férias, sob a mesma condição de valor diferenciado.

As férias vencidas prescrevem?

É importante que o trabalhador saiba que, assim como outros direitos, as férias prescrevem. Dessa maneira, ele deverá ficar atento às férias vencidas para que não perca o direito a elas. O período de prescrição das férias, conforme o artigo 149 da CLT, é de 5 anos a partir do período aquisitivo.

Por exemplo, se um trabalhador tinha direito a tirar férias regulares no dia 12 de julho de 2018, ele deverá gozar desse direito até o dia 12 de julho de 2023, com os adicionais pertinentes. Caso ele não exija esse direito, após esse período as férias prescrevem, isto é, ele o perde e não é mais sequer passível de ação judicial.

Diante do exposto, é importante que o trabalhador não durma no ponto! Se suas férias estiverem atrasadas, converse com o empregador e tente providenciar a sua regularização. Mais do que o risco de prescrição, trabalhar por longos períodos sem descanso é prejudicial para a saúde física e mental de qualquer pessoa.

Se mesmo após tentativas de diálogo e negociação o empregador não conceder o direito às férias, procure auxílio de um advogado trabalhista para te orientar quanto às providências a serem tomadas. Entre em contato com o Escritório Marcos Roberto Dias!

Entenda o que é e como funciona a conciliação trabalhista

A conciliação trabalhista, mais que uma alternativa, é uma tentativa obrigatória no âmbito de uma ação trabalhista. Por isso, ao buscar informações sobre o assunto, o trabalhador irá se deparar com esse termo.

É preciso ficar atento, atualmente, às diferentes possibilidades para uma conciliação trabalhista e aos cuidados para lidar com algumas dessas opções. A seguir vamos esclarecer sobre o assunto.

O que é a conciliação trabalhista?

A conciliação trabalhista é o ato judicial no qual se busca o acordo entre as partes para solucionar um conflito trabalhista. Em uma ação formal ela é o primeiro ato do juízo e é, obrigatoriamente, proposta no mínimo ao início e final do processo. Contudo, atualmente ela também pode ser realizada de maneira extrajudicial.

Como funciona a conciliação trabalhista dentro do processo trabalhista?

Quando formalizada uma ação trabalhista, a conciliação será tentada logo na abertura do julgamento. Caso ela seja aceita, o termo do que foi acordado é assinado pelos litigantes e pelo juiz ou presidente, constando no documento o prazo e condições para o cumprimento do determinado.

Nas situações em que a conciliação não for bem-sucedida, ela será tentada novamente em outros momentos do processo trabalhista, até o seu final, com as necessárias adaptações. Quando não aceita, o juiz determina o que considera mais justo e equilibrado para finalização da ação.

Atualmente, além da mediação do juiz, poderá haver o auxílio de outras pessoas quando necessário a fim de viabilizar o processo de conciliação.

Conciliação trabalhista extrajudicial

Diante da reforma trabalhista, instituída pela Lei 13.467/17, é possível atualmente que a conciliação entre o trabalhador e o empregador seja realizada de maneira extrajudicial, a ser homologada posteriormente pelo juiz competente.

Neste caso, o processo é iniciado por uma petição conjunta, sendo que cada parte deverá, obrigatoriamente, ser representada por um advogado, a fim de garantir que não haja prejuízo ao trabalhador na execução do acordo. Ressalta-se, ainda, que havendo vício no consentimento, o acordo poderá ser discutido em até dois anos.

A conciliação trabalhista é interessante para o trabalhador?

A vantagem da conciliação trabalhista para o trabalhador é muitas vezes questionada. Há quem considere que essa medida flexibiliza os seus direitos, prejudicando o cumprimento integral do que é legalmente estabelecido.

Contudo, o fato é que a conciliação trabalhista permite maior celeridade no cumprimento da reclamação do trabalhador aos seus direitos, ainda que com concessões. A garantia de que ele receba essa reparação também é ampliada, e poderá ser uma alternativa particularmente interessante em casos de difícil comprovação.

É claro que cada situação específica precisa ser avaliada, a fim de compreender se a conciliação trabalhista realmente será justa para o trabalhador, ou acabará por prejudicar seus direitos. É importante saber que quando a conciliação é bem-sucedida, mas não cumprida pelo réu, o valor devido poderá ser requisitado de uma só vez e acrescido de multa, determinada também no acordo.

O acompanhamento de um advogado de confiança irá trazer todas as garantias para o trabalhador de que a conciliação seja, de fato, uma alternativa que acelere o seu acesso aos direitos. Para isso, você pode contar com o escritório Marcos Roberto Dias!

Higiene no trabalho: direito e dever do trabalhador

A higiene no trabalho é uma medida preventiva, que engloba procedimentos para proteger a integridade física e mental do trabalhador contra riscos no ambiente de trabalho. Seu foco diz respeito principalmente a saúde.

Para que ela seja efetiva, é preciso contar com a colaboração entre empregados e empregadores por um local de trabalho saudável e livre de riscos de doenças, acidentes e outras situações que podem ser desencadeadas por uma higiene insuficiente.

Portanto, ao falarmos sobre higiene no trabalho como direito e dever do trabalhador, queremos dizer que existem tanto aspectos que devem ser cumpridos pela empresa, quanto atitudes do trabalhador para viabilizar um ambiente realmente saudável. A seguir vamos falar mais sobre essas medidas!

A higiene no trabalho como direito do trabalhador

O trabalhador tem o direito de trabalhar em um ambiente limpo, que favoreça a sua saúde e ofereça condições para o cumprimento de suas atividades de maneira segura. Por isso, é importante que a empresa apresente certas condições, tais como:

Banheiros e lavatórios limpos e funcionais

Quaisquer que seja a atividade exercida em uma empresa, seus colaboradores terão necessidades fisiológicas que precisam ser satisfeitas no período de expediente. É fundamental, para isso, oferecer banheiros adequados, tanto nos requisitos de limpeza e higienização, quanto no que se refere à segurança.

Isto é, o ambiente não pode apresentar sujeira, odor desagradável, condições propensas à contaminação por agentes patológicos ou riscos de acidente, por exemplo, por piso escorregadio. Além disso, é indicado que esses espaços sejam separados por sexo.

Tratamento adequado do lixo e limpeza de todos os ambientes

O acúmulo ou tratamento inadequado do lixo gera situações de risco tanto para a saúde do trabalhador quanto para a sua segurança. Sendo assim, a empresa deve possibilitar a manutenção de um ambiente livre de lixo a partir de coletas, lixeiras em pontos estratégicos e outras medidas que se adequarem ao tipo de lixo gerado.

Além disso, todos os ambientes devem se apresentar limpos de maneira satisfatória, evitando o acúmulo de poeira e agentes contaminantes que possam comprometer a saúde do trabalhador.

Estrutura adequada à manutenção da saúde do trabalhador

Também são medidas fundamentais para garantir a higiene no trabalho um espaço arejado e com boa ventilação, de modo a evitar, por exemplo, contaminações por vírus. Para além disso, outros aspectos estruturais devem ser considerados para garantir a saúde do trabalhador em longo prazo, como boa iluminação e temperatura, ergonomia adequada dos móveis, intervalos de descanso, carga horária de trabalho, dentre outros.

Higiene no trabalho como dever do trabalhador

A higiene no trabalho não é uma responsabilidade apenas da empresa. Seria impossível manter um espaço de trabalho limpo, organizado e saudável para o trabalho sem a parceria dos colaboradores.

Por isso, é importante que o empregado tenha conhecimento e atenção aos procedimentos de higiene específicos da sua área de atuação, mas também a alguns hábitos gerais, tais como:

– Apresentar-se limpo adequadamente;

– Consultar o médico regularmente e evitar apresentar-se ao trabalho quando doente;

– Usar calçados fechados em ambientes com risco de acidente ou contaminação;

– Ser cuidadoso no manuseio e tratamento de alimentos e utensílios de uso comum;

– Lavar as mãos e manter as unhas limpas.

Fora isso, a cooperação para manter o ambiente limpo também é dever dos colaboradores, a partir do uso adequado das lixeiras e da limpeza ou solicitação desta diante de incidentes.

Continue se informando sobre outros direitos e deveres do trabalhador acompanhando o escritório Marcos Roberto Dias nas redes sociais!

Saiba mais sobre os tipos de greve trabalhista

As greves são muito conhecidas pelas paralisações nos setores públicos, a exemplo das greves dos professores. Entretanto, o direito de greve abrange todos os trabalhadores do setor público ou privado, e existem diferentes tipos de greve que podem ser realizados.

A greve é um instrumento para que os trabalhadores, coletivamente organizados e representados por um sindicato, exijam melhores condições de trabalho ou se manifestem contra algo que os prejudique como categoria.

Contudo, assim como existem diferentes tipos de greve, também existem questões legais sobre sua realização que devem ser conhecidas. A seguir vamos esclarecer sobre o assunto.

O que a legislação determina sobre o direito de greve?

O direito de greve é previsto no artigo 9º da constituição federal. Realizar uma greve é sempre decisão dos trabalhadores, e suas motivações e exigências devem ser de natureza trabalhista. Sendo assim, é vedado recorrer à greve por motivos políticos ou ideológicos.

Quando os trabalhadores que fazem greve atuam em setores considerados essenciais para a sociedade, existe uma limitação. Conforme o primeiro parágrafo do artigo 9º, um mínimo de efetivo deve continuar em serviço. Esse é o caso, por exemplo, da área da saúde e segurança pública.

Ademais, qualquer abuso cometido na execução de uma greve está sujeito à penalidade. Além disso, é importante que o trabalhador saiba que, embora a lei legitime a greve como direito, a permanência do vínculo contratual não gera efeito executivo, isto é: o empregador não é obrigado a remunerar os empregados no período de paralisação.

Na busca por direitos coletivos de trabalho, diferentes tipos de greve se desenvolveram, os quais apresentaremos a seguir.

Quais são os tipos de greve?

A greve nem sempre é uma paralisação absoluta. Ela pode ser realizada de variadas maneiras, conforme a escolha dos trabalhadores. Por isso existe diversos tipos de greve, veja a seguir:

Greve branca ou de braços cruzados: ocorre quando empregados interrompem o trabalho, mas permanecem em seus postos.

Operação tartaruga: também conhecida como “greve de braços caídos”, não se trata de uma paralisação, mas de uma redução no ritmo de trabalho, resultando em lentidão.

Greve de zelo: seu resultado é semelhante à “operação tartaruga”, contudo, a lentidão é decorrente de uma execução meticulosa, exageradamente cuidadosa dos afazeres.

Greve ativa: o oposto das últimas mencionadas, ela é realizada a partir de uma aceleração exagerada no ritmo de trabalho, o que também tem impacto negativo nos resultados, como a redução da qualidade.

Ocupação: conhecida como greve de ocupação ou habitação, trata-se da invasão e permanência dos empregados na empresa, impedindo a realização de qualquer trabalho, inclusive dos trabalhadores que não aderiram à greve. Esse é um dos tipos de greve considerado ilícito.

Greve selvagem: é aquela realizada pelos trabalhadores de maneira independente do sindicato representante da classe.

Greve de advertência: trata-se da suspensão temporária do trabalho por um curto período de tempo, para alertar o empregador quanto à possibilidade de um movimento maior.

Greve intermitente: ocorre quando cada setor da empresa paralisa as atividades por um dia ou período alternado.

Greve nevrálgica: também conhecida como greve-trombose, greve tampão ou greve seletiva, ocorre quando um setor estratégico é paralisado, inviabilizando a atividade dos demais setores.

Greve Política: como já foi explicado, a greve política deliberada pelos trabalhadores é ilícita. Contudo, pode-se haver uma greve político-trabalhista, quando os trabalhadores paralisam o trabalho devido a uma questão política que afeta a sua categoria, a exemplo de decisões governamentais relacionadas à economia ou mesmo a direitos trabalhistas.

Greve de Solidariedade: é quando um grupo de trabalhadores adere à greve realizada por outros, quando exige interesses comuns entre as categorias.

Embora a greve seja um direito do trabalhador, é importante estar bem informado, não apenas sobre os tipos de greve, mas sobre as reivindicações, consequências e outras questões legais que envolvem essa decisão. Continue se informando sobre outros assuntos de interesse do trabalhador acompanhando o escritório Marcos Roberto Dias nas redes sociais!

Como funciona uma audiência de conciliação trabalhista?

A audiência de conciliação trabalhista é obrigatória e constitui o primeiro ato de uma audiência trabalhista. Ela tem como finalidade favorecer o princípio de celeridade, simplicidade e economia processual na resolução dos conflitos trabalhistas. Sua proposição tem como finalidade favorecer ambas as partes, exigindo a cessão de alguns direitos para viabilizar o andamento e conclusão do processo.

Atualmente, diante da reforma trabalhista, existem outras possibilidades de conciliação que não necessariamente a audiência de conciliação trabalhista, que compõe o processo já instaurado. Em qualquer caso, é importante que o empregado se informe para entender essa alternativa e suas implicações. A seguir vamos esclarecer sobre o assunto.

Como funciona a audiência de conciliação trabalhista?

Ainda que dentre as áreas judiciais, as ações trabalhistas sejam as de resultado mais ágeis, pode-se levar anos para a sua conclusão e recebimento da sentença. Diante disso, a conciliação é uma alternativa para acelerar o processo.

Quando do processo instaurado, é obrigatório que o juiz tente conciliar as partes ao menos duas vezes: uma na abertura da audiência, conforme artigo 846 e outra após as razões finais, conforme artigo 850 da CLT.

Se houver acordo na audiência de conciliação trabalhista, o processo será finalizado, com a definição de prazos e condições de cumprimento do que foi estabelecido. Caso não haja o cumprimento, o empregador deverá pagar o pedido integral ou uma indenização convencionada.

Geralmente, a conciliação tem como mediador o próprio juiz, mas atualmente é possível determinar o auxílio de outras pessoas nesse contexto.

Outras alternativas para a conciliação trabalhista a partir da reforma

Dentre as diversas mudanças trazidas pela lei trabalhista está a possibilidade de homologação da conciliação trabalhista extrajudicial e o termo de quitação anual. Em ambos os casos, elas são realizadas inicialmente fora do âmbito jurídico, portanto, não consistem na audiência de conciliação trabalhista.

A homologação de acordo judicial, regulamentada pelo artigo 855-B da CLT, possibilita que as partes, cada uma auxiliada por seu advogado, resolvam entre si um consenso antes de entrar na justiça. Feito o acordo, o juiz do trabalho irá apenas homologar o que foi estabelecido.

Já o termo de quitação anual, realizado sem processo judicial, ocorre quando o empregador realiza um pagamento ao empregado referente às obrigações trabalhistas pendentes, de modo que o trabalhador o libera dessas obrigações. Esse termo precisa ser analisado pelo sindicato da categoria profissional do referido empregado.

Em ambos os casos, existem requisitos que precisam ser cumpridos para evitar que o trabalhador seja prejudicado em seus direitos, conforme o artigo 507-B da CLT. Esses requisitos são a já mencionada homologação pelo juiz do trabalho, e o auxílio jurídico do trabalhador por um advogado e, no caso do termo de quitação, pelo sindicato.

Ademais, é importante ressaltar que a audiência de conciliação trabalhista ou os outros modos de conciliação não tem como finalidade prejudicar o trabalhador, fazendo com que renuncie a direitos. Sua função é agilizar e viabilizar o cumprimento das ações ou os direitos pendentes do trabalhador, inclusive mediante casos de difícil comprovação.

A fim de garantir que esse objetivo seja alcançado, é indispensável o acompanhamento de um advogado confiável e especialista. Se você ainda tem dúvidas sobre o assunto ou precisa de auxilio jurídico para essa e outras situações, entre em contato com o Escritório Marcos Roberto Dias!

A importância do espelho de ponto para o trabalhador!

Muitos trabalhadores pensam que o espelho de ponto existe apenas para o controle da empresa. Entretanto, a realidade é que esse documento é muito importante para ele também. A partir do espelho de ponto será possível comprovar seus horários de trabalho.

Caso ocorra algum problema, ele poderá servir para demonstrar o que realmente aconteceu. Diante disso, é importante saber algumas informações sobre o que a legislação prevê como modos de registros e cultivar alguns hábitos para que o espelho de ponto realmente sirva para assegurar o trabalhador. A seguir vamos falar sobre o assunto!

O que a legislação trabalhista determina sobre o registro de ponto?

Conforme a legislação nacional, toda empresa que tenha a partir de dez colaboradores deverá fazer o controle de jornada a partir do registro de ponto. O meio de registro deverá ser seguro e, para que o espelho de ponto tenha validade como documento, deverá ser assinado por ambas as partes.

Em caso de acordo coletivo, é possível também modos alternativos de registro de ponto, como o controle de ponto por exceção, que registra apenas os horários atípicos da jornada de trabalho estabelecida. Ademais, todo empregado tem direito a registrar integralmente suas entradas e saídas conforme ocorreram.

Por que o espelho de ponto é importante para o trabalhador?

Como mencionamos no início, o espelho de ponto é fundamental para o trabalhador. Os principais motivos de sua importância são:

— Registrar a jornada de trabalho evitando que ocorra carga horária excessiva, garantindo, por exemplo, a comprovação, oneração ou compensação pelas horas extras conforme a lei;

— Comprovação dos rendimentos de direito, o que faz diferença principalmente em casos de hora extra ou equívoco no recebimento dos vencimentos;

— Comprovação e exigência de retificação quanto a qualquer irregularidade perante a empresa ou em caso de processo trabalhista.

Diante do exposto, o espelho de ponto é um documento que garante a transparência no que se refere à jornada de trabalho do empregado e, por conseguinte, dos direitos relacionados a ela, como a remuneração, férias, folgas e horas extras.

É recomendável, portanto, que o trabalhador tenha cópias desse documento de modo a se assegurar, confira cada espelho de ponto atentamente antes da assinatura, solicite a retificação de equívocos se houverem e evite erros no seu preenchimento.

Quais são os erros no registro de ponto de que devem ser evitados?

Como diante de tantas outras coisas na vida, quanto mais correto for a atitude do colaborador em relação ao seu registro de ponto, mais validade terá o espelho de ponto como documento para lhe garantir direitos relacionados à jornada de trabalho. Portanto, ele deverá evitar os seguintes erros:

— Esquecer de fazer a marcação de ponto em qualquer horário de entrada e saída, incluindo intervalos;

— Bater dois pontos em seguida quando a empresa utiliza o registro eletrônico;

— Não conferir e assinar o espelho de ponto. É somente a partir da assinatura do colaborador e gestor responsável que este documento é validado;

— Cometer fraudes no registro de ponto, como bater ponto para outro colega ou solicitar que ele faça isso, o que pode acarretar até mesmo justa causa.

Agora que você entende a importância do espelho de ponto, não deixe de tratá-lo de maneira que seja um documento válido sempre que você precisar! Para continuar se informando sobre como garantir seus direitos, dentre outros assuntos de interesse do vendedor, siga o Escritório Marcos Roberto Dias nas redes sociais!